Tecnologia Assistiva
Grupo
Incluindo para mudar
Nadja
Fernandes de Melo
Vanuza
Bezerra Lins
Aldeiza
Félix Duarte
De
acordo com Decreto nº 3.298 de 1999 da legislação brasileira, artigo 4º “ A deficiência
física é uma alteração completa ou parcial de um ou mais segmentos do corpo
humano, acarretando comprometimento da função física...” esse mesmo decreto
garante a ajuda técnica para promoção à educação de todos os alunos com ou sem
deficiência, permitindo uma aprendizagem de qualidade respeitando suas
habilidades.
Cabe aos professores responsáveis pela educação
dos alunos saberem que recursos serão necessários para sua educação, tendo em
vista os objetivos que se pretende alcançar e que esses objetivos sejam
elaborados de forma clara. Por isso, é importante para a escola ter um
diagnostico da deficiência do aluno, para ter informações sobre os quadros progressivos
ou estáveis e se existem outras complicações, para assim poder conduzir seu
trabalho com o aluno. Muitas vezes a deficiência física não aparece isolada, alguns
casos vêm acompanhados de privações sensoriais, deficiência mental e TGD.
É no
espaço da sala de recursos multifuncionais que os materiais de tecnologia assistiva
serão estruturado e disponibilizado, tendo em vista que o professor do
atendimento educacional especializado será um agente colaborador na
implementação desses recursos não só na sala de atendimento, mas, futuramente na
sala de aula comum a qual, esse recurso deverá permanecer com aluno.
Com
o comprometimento do aparelho locomotor e prejuízo na sua comunicação torna-se necessário
à utilização da comunicação Aumentativa e Alternativa de forma a viabilizar a
participação do aluno no seu processo de ensino aprendizagem, tornando-o um
agente coautor na construção de seus conhecimentos.
À medida
que, por meio de recursos didáticos e equipamentos especiais, o aluno terá mais
possibilidades de participar das atividades desenvolvidas no seu ambiente
escolar.
A
tecnologia Assistiva surgiu para promover o acesso à informação e resolver os
problemas funcionais de pessoas com deficiência. Esses recursos são muito
importantes, pois viabilizam e facilitam o acesso aos artefatos antes inalcançáveis.
Possibilitando o fazer do aluno, dando condições para expressar os seus
conhecimentos de maneira diferente de acordo com as suas limitações e conhecendo
seu potencial.
“A tecnologia assistiva é uma área de conhecimento
de característica interdisciplinar que engloba produtos, recursos,
metodologias, estratégias, praticas e serviços que objetivam promover a
funcionalidade relacionada a atividades e a participação de pessoas com deficiência,
incapacidades ou mobilidades reduzidas, visando a sua autonomia, independência,
qualidade de vida e inclusão social.” ( Revista Inclusão, dezembro, 2010.)
Dentre
os recursos de tecnologia assistiva encontram-se os de alta tecnologia e os de
baixa tecnologia, entre os quais podemos citar: artefatos adaptados, sistema
computadorizados, softwares de acessibilidade, tecla de aderência, simuladores
de teclado e de mouse, pranchas de comunicação aumentativa e alternativa,
recursos de acesso ao computador – ponteiro de cabeça e acionadores – plano inclinado,
mouse adaptado.
Já
os recursos de baixa tecnologia têm: os engrossadores de lápis, alfabeto e
números móveis, ficha de palavras, pranchas de comunicação confeccionada com
materiais recicláveis, jogos pedagógicos, brinquedos, entre outros de acordo
com as necessidades do aluno.
Esse
material poderá contribuir com a prática educacional de professores de sala de
aula comum e de professores da sala de recursos multifuncionais preocupados com
a qualidade dos processos pedagógicos e envolvidos na construção de um sistema
educacional inclusivo.
Referências:
Inclusão, Revista de Educação Especial. Julho/dezembro. 2010.
Formação Continuada à distancia de professores para o Atendimento Educacional Especializado, MEC, Brasilia, DF, 2007.
Bersch, Rita. Tecnologia Assistiva, Recursos e serviços que promovem a Inclusão Escolar.2009.
AEE para Deficiência Física - Recursos de Acessibilidade ao Computador. MEC/SEESP, 2007.
