sexta-feira, 8 de abril de 2016

O AEE para o aluno com DI
Nadja Fernandes de Melo

Diante da imprecisão do conceito de deficiência intelectual que trouxe como consequência uma indefinição mais clara desse atendimento, pois não havia clareza quanto a natureza do trabalho a ser realizado, se deveria ser uma intervenção especifica complementar à escola comum ou substitutiva e compensatória para aquisição paralela do saber escolar.
Por ter sido criado legalmente sem ter suas ações descritas passou a ser confundido com reforço escolar. Segundo Batista “A educação especializada tem sido utilizada para tentar “adaptar” os alunos com deficiência mental às exigências da escola comum tradicional.” (p. 15, 2006).
Hoje o atendimento educacional especializado traz um novo enfoque, mais centrado na superação de barreiras do aluno com deficiência, privilegiando o desenvolvimento e a superação dos seus limites, levando-o a pensar e a ser um sujeito ativo no seu processo de ensino aprendizagem.
O aluno com deficiência intelectual precisa trabalhar a sua abstração por meio das projeções praticas do pensamento. Para isso, o seu cognitivo deve ser estimulado e provocado, para assim, tornar o seu conhecimento consciente e interiorizado.
Assim, o trabalho desenvolvido no atendimento educacional especializado deve permitir que o aluno se aproprie do saber que lhe é próprio, tornando-o consciente do que ele construiu, trazendo sua vivencia e se posicionando de forma criativa e autônoma, permitindo que a verdade, seu ponto de vista, seja colocado, que elabore suas ideias, suas questões de forma ativa.
O AEE juntamente com a sala de aula comum deve oferecer oportunidades para que o aluno possa construir seus conhecimentos de acordo com suas necessidades e aproveitando suas capacidades.
Sendo assim, de acordo com Batista “O objetivo do atendimento educacional especializado é propiciar condições e liberdade para que o aluno com deficiência mental possa construir a sua inteligência, dentro do quadro de recursos intelectuais que lhe é disponível, tornando-se agente capaz de produzir significado/conhecimento.” (p.21, 2006).
O professor do AEE deve propor atividades que contribuam para aprendizagem desse aluno, possibilitando situações que o levem a utilizar o seu raciocínio, para tanto, é preciso conhecer o aluno e suas particularidades. É também imprescindível que o professor produza materiais didáticos e pedagógicos que atendam a necessidade do educando facilitando sua interação escolar e social.
Dentre os materiais que podem ser utilizados e/ou confeccionados temos os recursos de baixa e alta tecnologia que visam eliminar as barreiras que dificultam sua aprendizagem.

Referências:
Batista, Cristina Abranches Mota. Educação inclusiva : atendimento educacional especializado para a deficiência mental. [2. ed.] / Cristina Abranches Mota Batista, Maria Teresa Egler Mantoan. – Brasília : MEC, SEESP, 2006.

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