quinta-feira, 5 de dezembro de 2013



Hora da História

Pesquisando, encontrei esse livro " Simplesmente Diferente" de Mônica Picavêa.
Apresenta a temática diversidade na perspectiva da inclusão de pessoas com deficiência visual, estendendo-se a outras deficiências também. O livro vem acompanhado de audioodescrição e gravuras que ajudam a compreender o texto e promove a inclusão de forma lúdica e prazerosa.
Como também auxiliam na aprendizagem de se fazer audiodescrição para as crianças com deficiência visual.


"É preciso que as experiências vivenciadas em sala de aula tornem-se significativas para as crianças, as quais levarão estes conhecimentos por toda a vida. Possibilitar que elas reflitam sobre tais questões é como abrir portas ou criar meios de construir novos espaços, novos mundos, novos sujeitos. Deste modo, acredito que é este o caminho que nós devemos seguir: eliminar as desigualdades em prol do respeito às diferenças através da educação."( Maiara Brito)
É preciso que as experiências vivenciadas em sala de aula tornem-se significativas para as crianças, as quais levarão estes conhecimentos por toda a vida. Possibilitar que elas reflitam sobre tais questões é como abrir portas ou criar meios de construir novos espaços, novos mundos, novos sujeitos. Deste modo, acredito que é este o caminho que nós devemos seguir: eliminar as desigualdades em prol do respeito às diferenças através da educação. - See more at: http://petpedagogia.blogspot.com.br/2012/05/diferentes-sim-nos-somos-diversidade-na.html#sthash.NOPWT2UE.dpuf

Apresenta a temática diversidade na perspectiva da inclusão de pessoas com deficiência visual, estendendo-se a outras deficiências também.  - See more at: http://petpedagogia.blogspot.com.br/2012/05/diferentes-sim-nos-somos-diversidade-na.html#sthash.Z6tGuf02.dpuf
Simplesmente diferente, Mônica Picavêa
Simplesmente diferente, Mônica Picavêa

 http://petpedagogia.blogspot.com.br/2012/05/diferentes-sim-nos-somos-diversidade-na.html


segunda-feira, 28 de outubro de 2013

Deficiência intelectual
Nadja Fernandes de Melo

A deficiência intelectual se caracteriza pelas habilidades intelectuais abaixo da média, limitações essas que podem afetar seu funcionamento nas atividades diárias, como também atrasos significativos no desenvolvimento da linguagem, interação social, coordenação motora.
Há vários critérios para classificar a DI, no entanto muitos teóricos não utilizam mais teste de QI, apropriando deles mais para projetos de pesquisa. Até porque, de acordo com os testes realizados, a pessoa que possuía um QI muito abaixo do esperado era e ainda é considerada por muitos psicólogos /ou médicos, incapaz de aprender, estendendo essa situação como permanente na vida da pessoa.
Segundo Teixeira, as crianças com DI possuem mais chances de apresentarem também outros diagnósticos comportamentais como: TDAH, depressão, autismo e transtornos bipolares ou ansiedade.
O desenvolvimento da inteligência das crianças com DI segue igualmente ao das outras crianças, a medida que é na interação com o meio ambiente que essa construção se solidifica, só que para as pessoas com DI esse processo se torna mais lento.
É importante um olhar mais apurado e fazer avaliações no contexto familiar, escolar e individual na SEM para saber quais são as limitações e potencialidades do aluno e assim agir de maneira eficaz.
“... A autonomia ou a capacidade de gestão da própria vida que se requer de uma criança de 7 anos é diferentes em um adulto. As pessoas com deficiência não serão sempre crianças, mas é, preciso, acima de tudo, procurar estabelecer nelas comportamentos e hábitos de autonomia próprios das crianças, embora não tão infantis quanto elementares e fundamentais, base de qualquer outra autonomia e independência.”( Fierro in Coll p.205.)
Essa aprendizagem adquire-se em casas de forma casual, espontânea, sem necessidade de ensino metódico por parte dos pais, mas que poderá ser complementada com a cooperação do professor das series iniciais.
Gomes aborda no livro “O Atendimento Educacional Especializado para alunos com DI, que o professor da SEM deve propor atividades que estimulem a aprendizagem de conceitos, possibilitar na sua sala situações vivenciais, o que possibilitem a organização do pensamento”. O amadurecimento das estruturas cognitivas, que viabilizara e ensino da leitura e da escrita.
Para isso, é importante que o professor conheça o aluno e tenha em consideração as suas singularidades.
“O trabalho do professor do AEE como bem sabemos, é ajudar o aluno com deficiência intelectual a atuar no ambiente escolar e fora dele, considerando as suas especificidades cognitivas. Especificidades que dizem respeito principalmente à relação que ele estabelece com conhecimento que promove sua autonomia intelectual” ( Gomes p. 8. 2010)
Ao contrario do que muitos psicólogos dizem, o aluno com DI tem capacidade para aprender se tiver desde sua infância os estímulos necessários para que isso ocorra. Estímulos esses que devem iniciar com a família e continuar na escola. É claro, devemos considerar as especificidades de cada um, pois, mesmo que duas pessoas possuam a mesma deficiência, cada uma tem uma singularidade comum a ela. Uma vivencia diferente, que contribuem para que seu processo de aprendizagem seja diferente, como acontece com os alunos sem deficiência, numa sala de aula comum.
Estabelecer um modelo único de aprendizagem e/ou recursos para pessoas com a mesma deficiência, seria desconsiderar as características próprias que cada um tem, até porque pode não funcionar como esperado, pois, suas reações a esses estímulos podem ser muito distintas. Cada aluno possui uma estrutura cognitiva própria, que vai de acordo com a área do sistema neural afetada.
Propor um mesmo padrão de ensino a todos os alunos sem considerar suas particularidades, seria generalizar o modo como um chega ao objeto de seu conhecimento, passando por cima ou desconhecendo suas limitações e potencialidades.
Referencias:
FIGUEIREDO, Rita Vieira de Figueiredo & POULIN, Jean-Robert & GOMES, Adriana L. Limaverde. Atendimento Educacional Especializado do aluno com deficiência intelectual.

POULIN, Jean-Robert, FIGUEIREDO, Rita Vieira, GOMES, Adriana L. Limaverde. O aluno com deficiência intelectual: estratégias de avaliação na sala de recurso multifuncional. Fortaleza, 2013
TEIXEIRA, Gustavo. Manual de transtornos escolares: entender os problemas de crianças e adolescentes na escola. 3ª ed.. Rio de Janeiro, BestSeller, 2013.

COLL, César, MARCHESI, Álvaro e PALACIOS, Jesus. Trad. Fátima Murad. Desenvolvimento psicológico e educação: transtornos de desenvolvimento e necessidades educativas especiais. V.3 2ª ed. Porto Alegre, Artmed, 2004.

domingo, 20 de outubro de 2013

                                          Recursos adaptados para alunos com DI



Selecionei alguns jogos que confeccionamos na sala de recursos multifuncionais e que foram utilizados também na sala de aula comum.
O dominó ilustrado facilita ao aluno identificar a gravura o nome desta, favorecendo assim a leitura da palavra, percebendo que determinadas palavras nomeiam aquele objeto. Pode ser utilizado com aluno s com DI e também alunos com autismo.
Como também os objetos presentes na história dos três porquinhos, facilita sua compreensão e possibilita sua participação na contação da história, elevando sua autoestima, retenção de informações e o lúdico. Também muito bom para alunos com surdez.
Já a ultima atividade é um album seriado a qual trabalhei com um aluno com DI e que nele nós vivenciamos histórias, musicas, noções básicas de espaço, sequenciação, entre outras coisas. Foi um recurso muito bom que facilitou o desenvolvimento da atenção, participação do aluno. As folhas grandes e coloridas ajudou bastante na visualização das atividades trabalhadas para àqueles alunos com problemas de visão e também pode ser feito na sala de aula. 

domingo, 15 de setembro de 2013

Tecnologia Assistiva
Grupo Incluindo para mudar
Nadja Fernandes de Melo
Vanuza Bezerra Lins
Aldeiza Félix Duarte

De acordo com Decreto nº 3.298 de 1999 da legislação brasileira, artigo 4º “ A deficiência física é uma alteração completa ou parcial de um ou mais segmentos do corpo humano, acarretando comprometimento da função física...” esse mesmo decreto garante a ajuda técnica para promoção à educação de todos os alunos com ou sem deficiência, permitindo uma aprendizagem de qualidade respeitando suas habilidades.
 Cabe aos professores responsáveis pela educação dos alunos saberem que recursos serão necessários para sua educação, tendo em vista os objetivos que se pretende alcançar e que esses objetivos sejam elaborados de forma clara. Por isso, é importante para a escola ter um diagnostico da deficiência do aluno, para ter informações sobre os quadros progressivos ou estáveis e se existem outras complicações, para assim poder conduzir seu trabalho com o aluno. Muitas vezes a deficiência física não aparece isolada, alguns casos vêm acompanhados de privações sensoriais, deficiência mental e TGD.
É no espaço da sala de recursos multifuncionais que os materiais de tecnologia assistiva serão estruturado e disponibilizado, tendo em vista que o professor do atendimento educacional especializado será um agente colaborador na implementação desses recursos não só na sala de atendimento, mas, futuramente na sala de aula comum a qual, esse recurso deverá permanecer com aluno.
Com o comprometimento do aparelho locomotor e prejuízo na sua comunicação torna-se necessário à utilização da comunicação Aumentativa e Alternativa de forma a viabilizar a participação do aluno no seu processo de ensino aprendizagem, tornando-o um agente coautor na construção de seus conhecimentos.
À medida que, por meio de recursos didáticos e equipamentos especiais, o aluno terá mais possibilidades de participar das atividades desenvolvidas no seu ambiente escolar.
A tecnologia Assistiva surgiu para promover o acesso à informação e resolver os problemas funcionais de pessoas com deficiência. Esses recursos são muito importantes, pois viabilizam e facilitam o acesso aos artefatos antes inalcançáveis. Possibilitando o fazer do aluno, dando condições para expressar os seus conhecimentos de maneira diferente de acordo com as suas limitações e conhecendo seu potencial.
 “A tecnologia assistiva é uma área de conhecimento de característica interdisciplinar que engloba produtos, recursos, metodologias, estratégias, praticas e serviços que objetivam promover a funcionalidade relacionada a atividades e a participação de pessoas com deficiência, incapacidades ou mobilidades reduzidas, visando a sua autonomia, independência, qualidade de vida e inclusão social.” ( Revista Inclusão, dezembro, 2010.)
Dentre os recursos de tecnologia assistiva encontram-se os de alta tecnologia e os de baixa tecnologia, entre os quais podemos citar: artefatos adaptados, sistema computadorizados, softwares de acessibilidade, tecla de aderência, simuladores de teclado e de mouse, pranchas de comunicação aumentativa e alternativa, recursos de acesso ao computador – ponteiro de cabeça e acionadores – plano inclinado, mouse adaptado.
Já os recursos de baixa tecnologia têm: os engrossadores de lápis, alfabeto e números móveis, ficha de palavras, pranchas de comunicação confeccionada com materiais recicláveis, jogos pedagógicos, brinquedos, entre outros de acordo com as necessidades do aluno.
Esse material poderá contribuir com a prática educacional de professores de sala de aula comum e de professores da sala de recursos multifuncionais preocupados com a qualidade dos processos pedagógicos e envolvidos na construção de um sistema educacional inclusivo.

Referências:
Inclusão, Revista de Educação Especial. Julho/dezembro. 2010.
Formação Continuada à distancia de professores para o Atendimento Educacional Especializado, MEC, Brasilia, DF, 2007.
Bersch, Rita. Tecnologia Assistiva, Recursos e serviços que promovem a Inclusão Escolar.2009.
AEE para Deficiência Física - Recursos de Acessibilidade ao Computador. MEC/SEESP, 2007.

domingo, 8 de setembro de 2013

Recursos adaptados



Muitos materiais utilizados em sala de aula podem ser adaptados com material reciclável, para facilita o manuseio do aluno com DF.  Os recursos que mostro constam giz de cera e lápis grafite com envoltos em esponja que protegem os eletrodomésticos. Como também livros de tecido que facilitam a manipulação e trabalham vários temas desde as historinhas às noções básicas de lateralidades, cores, formas, tamanhos etc.

Já a caixa surpresa você pode trabalhar para contar historias, os órgãos dos sentidos, matemática, e por ai vai, de acordo com a criatividade de cada um, pois dentro você pode colocar uma infinidade de materiais concretos que estimulam a atenção de todos os alunos  e é mais uma forma de se aprender brincando, como também provoca a oralidade das crianças.

segunda-feira, 5 de agosto de 2013

O Professor do AEE na escola comum

Nadja Fernandes de Melo

A função do professor de Educação Especial na escola como o sujeito que não só elabora atividades para um grupo determinado, mas trabalha na perspectiva de diminuir as diferenças de aprendizagem dos alunos, tendo em vista que em meio a um ambiente heterogêneo, somam-se os alunos portadores de deficiência e suas especificidades.
O professor do AEE é uma ponte entre os alunos com deficiência e o professor da sala de aula comum, possibilitando meios e estratégias que facilitem a sua aprendizagem.  E um agente que busca a inclusão no ambiente educacional, procurando junto aos demais profissionais envolvidos, fazer com que aconteça a inclusão de forma satisfatória.
A SRM  através dos recursos nela existentes ou construídos, procura meios que possam complementar e ou suplementar a educação dos alunos com deficiência de forma a garantir o seu desenvolvimento.
Para garantir um bom desempenho o professor do AEE precisa conhecer seu aluno, traçar metas e definir o tipo de trabalho a ser realizado, respeitando suas especificidades assim, precisará conhecê-lo de forma mais detalhada, elaborar um estudo de caso, a qual determinará como será realizado o seu acompanhamento e quais estratégias serão aplicadas para promover sua aprendizagem.

O plano do AEE não é somente um conjunto de tarefas a serem executadas. Há todo um processo pelo qual o professor investiga o seu aluno, conhecendo-o e assim definindo qual o caminho a ser seguido, promovendo sua aprendizagem de forma significativa. Mostrado a todos, e a ele mesmo a sua capacidade de desenvolvimento.

quarta-feira, 29 de maio de 2013

Distúrbio de Déficit de Atenção (DDA) - Pesquisa realizada no google

Distúrbio de Déficit de Atenção (DDA)
 
O DDA ocorre como resultado de uma disfunção neurológica no córtex pré-frontal. Quando pessoas que têm DDA tentam se concentrar, a atividade do córtex pré-frontal diminui, ao invés de aumentar (como nos sujeitos do grupo de controle de cérebros normais). Assim sendo, pessoas que sofrem de DDA mostram muitos dos sintomas discutidos nesse capítulo, como fraca supervisão interna, pequeno âmbito de atenção, distração, desorganização, hiperatividade (apesar de que só metade das pessoas com DDA sejam hiperativas), problemas de controle de impulso, dificuldade de aprender com erros passados, falta de previsão e adiamento.
O DDA tem sido de particular interesse para mim nos últimos 15 anos. A propósito, dois dos meus três filhos têm essa síndrome. Eu digo às pessoas que entendo mais de DDA do que gostaria. Através de uma pesquisa feita com SPECT na minha clínica, com imagens cerebrais e trabalho genético feito por outras, descobrimos que o DDA é basicamente uma disfunção geneticamente herdada do córtex pré-frontal, devido, em parte, a uma deficiência do neurotransmissor dopamina.
Aqui estão algumas das características comuns do DDA, que claramente ligam essa doença ao córtex pré-frontal.
Quanto mais você tenta, pior fica.
A pesquisa mostrou que quanto mais as pessoas que têm DDA tentam se concentrar, pior para elas. A atividade no córtex pré-frontal, na verdade, desliga, ao invés de ligar. Quando um pai, professor, supervisor ou gerente põe mais pressão na pessoa que tem DDA, para que ela melhore seu desempenho, ela se torna menos eficiente. Muitas vezes, quando isso acontece, o pai, o professor ou chefe interpretam o ocorrido como um decréscimo de performance, ou má conduta proposital, e daí surgem problemas sérios. Um homem com DDA de quem eu tratei disse-me que sempre que seu chefe o pressionava para que fizesse um trabalho melhor, seu desempenho piorava muito, ainda que estivesse tentando melhorar. A verdade é que quase todos nós nos saímos melhor com elogios. Eu descobri que isso é essencial para pessoas com DDA. Quando o chefe as estimula a fazer melhor de modo positivo, elas se tornam mais produtiva. Quando se é pai, professor ou supervisor de alguém com DDA funciona muito mais usar elogio e estímulo do que pressão. Pessoas com DDA saem-se melhor em ambientes que sejam altamente interessantes ou estimulantes e relativamente tranquilos.
Pequeno âmbito de atenção
Um âmbito de atenção pequeno é a identificação desse distúrbio. Pessoas que sofrem de DDA têm dificuldade de manter a atenção e o esforço durante períodos de tempo prolongados. Sua atenção tende a vagar e frequentemente se desligam da tarefa, pensando ou fazendo coisas diferentes da tarefa a ser realizada. Ainda assim, uma das coisas que muitas vezes enganam clínicos inexperientes ao tratar desse distúrbio é que as pessoas com DDA não têm um âmbito pequeno de atenção para tudo. Frequentemente, pessoas que sofrem de DDA conseguem prestar muita atenção em coisas que são bonitas, novas, novidades, coisas altamente estimulantes interessantes ou assustadoras. Essas coisas oferecem uma estimulação intrínseca suficiente a ponto de ativarem o córtex pré-frontal, de modo que a pessoa consiga focalizar e se concentrar. Uma criança com DDA pode se sair muito bem em uma situação interpessoal e desmoronar completamente em uma sala de aula com 30 crianças. Meu filho que tem DDA, por exemplo, costumava levar quatro horas para fazer um dever de casa que levaria meia hora, muitas vezes se desligando da tarefa. Mas se você lhe der uma revista sobre estéreo de carros, ele a lê rapidamente de cabo a rabo e se lembra de cada detalhe. Pessoas com DDA têm dificuldade em prestar atenção por muito tempo em assuntos longos, comuns, rotineiros e cotidianos, como lição de casa, trabalho de casa, tarefas simples ou papelada. O terreno é terrível e uma opção nada desejável para elas. Elas precisam de excitação e interesse para acionar suas funções do córtex pré-frontal.
Muitos casais adultos me dizem que, no começo de seu relacionamento, o parceiro com DDA adulto conseguia prestar atenção à outra pessoa durante horas. O estímulo de um novo amor ajudava-o a se concentrar. Mas quando a "novidade" e a excitação do relacionamento começavam a diminuir (como acontece com quase todos os relacionamentos), a pessoa com DDA tinha muito mais dificuldade em prestar atenção e sua capacidade de escutar falhava.
Distração
Como já mencionei acima, o córtex pré-frontal manda sinais inibitórios para outras áreas do cérebro, sossegando os dados advindos do meio, de modo que você possa se concentrar. Quando o córtex pré-frontal está com hipoatividade, ele não desencoraja adequadamente as partes sensoriais do cérebro e, como resultado, estímulos em demasia bombardeiam o cérebro. A distração fica evidente em muitos locais diferentes para uma pessoa com DDA. Na classe, durante reuniões, ou enquanto ouve um parceiro, a pessoa com DDA tende a perceber outras coisas que estão acontecendo e tem dificuldade em se concentrar na questão que está sendo tratada. As pessoas que têm DDA tendem a olhar pelo quarto, desligar-se, parecer aborrecidas, esquecer-se de para onde vai à conversa e interrompê-la com uma informação totalmente fora do assunto. A distração e o pequeno âmbito de atenção podem também fazer com que elas levem muito mais tempo para completar seu trabalho.
Impulsividade
A falta de controle do impulso faz com que muitas pessoas que têm DDA se metam em enrascadas. Elas podem dizer coisas inadequadas para os pais, amigos, professores, outros empregados, ou clientes. Uma vez eu tive um paciente que foi despedido de 13 empregos, porque tinha dificuldade em controlar o que dizia. Ainda que realmente quisesse manter vários dos empregos, de repente punha para fora o que estava pensando, antes de ter a oportunidade de processar o pensamento. Decisões mal pensadas são ligados à impulsividade. Em vez de pensar bem no problema, muitas pessoas que sofrem de DDA querem uma solução imediata e acabam agindo sem pensar. De modo similar, a impulsividade faz com que essas pessoas tenham dificuldade de passar pelos canais estabelecidos do trabalho. Elas frequentemente vão direto ao topo para resolver os problemas, em vez de seguir o sistema. Isso pode causar ressentimento dos colegas e supervisores imediatos. A impulsividade pode também levar a condutas problemáticas como mentir (diz a primeira coisa que vem a cabeça), roubar, Ter casos e gastar em excesso. Eu tratei de muitas pessoas com DDA que sofriam da vergonha e da culpa oriundas desses comportamentos.
Nas minhas palestras costumo frequentemente perguntar ao público: "Quantas pessoas aqui são casadas?". Uma grande porcentagem da plateia levanta as mãos. Depois eu pergunto: "É útil dizer tudo o que pensa em seu casamento?". O público ri, porque todos sabem a resposta. "Claro que não", eu continuo. "Os relacionamentos requerem tato." Mesmo assim, devido à impulsividade e à falta de pensar antes de agir, muitas pessoas que têm DDA dizem a primeira coisa que vem à mente. E, em vez de pedir desculpas por terem dito uma coisa que magoou, muitas tentam justificar por que fizeram a observação que magoou, só piorando as coisas. “Um comentário impulsivo pode estragar uma noite agradável, um fim de semana, ou mesmo um casamento inteiro.”
A busca do conflito
Muitas pessoas que sofrem de DDA inconscientemente buscam o conflito como uma maneira de estimular seu próprio córtex pré-frontal. Eles não sabem que fazem isso. Não planejaram fazer isso. Negam que fazem isso. E ainda assim o fazem. A relativa falta de atividade e estímulo do córtex pré-frontal anseia por mais atividade. Entrar em hiperatividade, desassossego, e ficar cantarolando são formas de auto estimulação. Outro modo de as pessoas com DDA "tentarem ligar seus cérebros" é provocando confusão. Se elas conseguem que seus pais ou cônjuges tornem-se agitados ou gritem com elas, isso pode aumentar a atividade de seus lobos frontais e ajudá-las a sentirem-se mais sintonizadas. Novamente este não é um fenômeno consciente. Mas parece que muitas pessoas que têm DDA ficam viciadas em confusão.
Uma vez tratei de um homem que ficava quieto atrás de um canto de sua casa e pulava de repente para assustar sua esposa na hora em que ela fosse entrar. Ele gostava da mudança que obtinha com os gritos dela. Infelizmente para sua esposa, ela ficou com arritmia, devido aos sustos repetidos. Tratei de muitos adultos e crianças com DDA que pareciam sentir-se motivados fazendo seus animais de estimação ficar bravos, fazendo brincadeiras irritantes ou provocando-os.
Os pais de crianças com DDA comumente relatam que seus filhos são peritos em deixá-los bravos. Uma mãe me contou que, quando ela acorda de manhã, ela promete que não vai gritar nem ficar brava com seu filho de oito anos. Ainda assim, invariavelmente, na hora que ele vai para escola, já ouve pelo menos três brigas e os dois se sentem péssimos. Quando expliquei à mãe sobre a necessidade inconsciente que a criança tem de estimulação, ela parou de gritar com ele. Quando os pais param de oferecer estimulação negativa (gritos, surras, sermões, etc.), diminui o comportamento negativo dessas crianças. Sempre que você se sentir como esses pais, pare e fale o mais suavemente que possa. Desse modo, você está ajudando seu filho a largar o vício de arranjar confusão e ao mesmo tempo colaborando para baixar sua própria pressão sanguínea.
Outra conduta de auto estimulação comum em pessoas que têm DDA é se preocupar com ou se concentrar em problemas. O tumulto emocional gerado pela preocupação ou por estar aborrecido produz agentes químicos de estresse, que mantêm o cérebro ativo. Uma vez tratei de uma mulher que tinha depressão e DDA. Ela começava cada sessão me dizendo que iria se matar. Ela percebia que isso me deixava ansioso e parecia gostar de me dar os detalhes mórbidos de como o faria. Depois de conhecê-la bem, eu lhe disse: "Pare de falar em suicídio. Eu não acredito que você vá se matar. Você ama seus quatro filhos e não posso acreditar que os abandonaria. Acho que você usa essa conversa como uma maneira de criar agitação. Sem que você saiba, seu DDA faz com que você brinque de ‘Vamos criar um problema’. Isso estraga qualquer alegria que você possa Ter em sua vida". No começo, ela ficou muito zangada comigo (outra fonte de conflito, eu disse a ela), mas confiava em mim o suficiente para, no mínimo, observar seu próprio comportamento. Diminuir sua necessidade de criar caso tornou-se o foco maior da psicoterapia.
Um problema significativo do uso da raiva, tumulto emocional e emoção negativa para auto estimulação é isso que é danoso ao sistema imunológico. Os altos níveis de adrenalina produzidos pelo comportamento direcionado ao conflito diminuem a eficácia do sistema imunológico e aumentam a vulnerabilidade à doença. Eu vi provas dessa deficiência muitas e muitas vezes, na conexão entre o DDA e infeções crônicas e na maior incidência de fibromialgia, dor muscular crônica que se considera associada à imunodeficiência.
Muitas pessoas que têm DDA tendem a se meter em brigas constantes com uma ou mais pessoas, em casa, no trabalho ou na escola. Elas parecem escolher inconscientemente pessoas que são vulneráveis e travam batalhas verbais com elas. Muitas mães de filhos com DDA me disseram que tinham vontade de fugir de casa. Elas não aguentavam o tumulto constante de suas relações com as crianças com DDA. Muitas crianças e adultos com DDA têm tendência de deixar os outros sem graça por pouca ou nenhuma razão, o que consequentemente faz com que suas "vítimas" se distanciem deles e isso pode resultar em isolamento social. Elas podem ser os palhaços da classe na escola, ou os espertinhos no trabalho. Witzelsucht é o termo que a literatura da neuropsiquiatria usa para caracterizar "o vício em fazer brincadeiras de mau gosto". Esse vício foi descrito inicialmente em pacientes que tinham tumores no lobo frontal, especialmente do lado direito.
Desorganização
Desorganização é outro marco importante do DDA. A desorganização inclui tanto o espaço físico, como salas, escrivaninhas, malas, gabinetes de arquivo e armários, quanto o tempo. Frequentemente quando se olha para as áreas de trabalho de pessoas com DDA, é admirar que pudessem trabalhar ali. Elas tendem a Ter muitas pilhas de "coisas"; a papelada é algo que frequentemente elas têm muita dificuldade de organizar; e parece que têm um sistema de arquivo que só elas podem entender (e mesmo assim só nos dias bons). Muitas pessoas com DDA têm atrasos crônicos ou adiam as coisas até o último momento. Eu tive vários pacientes que compraram sirenes de companhias de segurança para ajudá-los a acordar. Imagine o que deviam pensar os vizinhos! Essas pessoas também tendem a perder a noção do tempo, o que contribui para que se atrasem.
Começam muitos projetos, mas terminam poucos.
A energia e o entusiasmo de pessoas com DDA muitas vezes as leva a começar muitos projetos. Infelizmente, pelo fato de serem distraídas e dadas o seu pequeno âmbito de atenção, prejudicam sua capacidade de completá-los. Um gerente de uma estação de rádio me disse que ele começara cerca de 30 projetos especiais no ano anterior, mas havia completado uns poucos apenas. Ele me disse: "Estou sempre voltando para eles, mas tenho novas ideias que acabam atrapalhando". Também tratei de um professor que me disse que, no ano anterior ao que veio me consultar, ele começara 300 projetos diferentes. Sua esposa terminou seu pensamento dizendo que ele completara somente três.
Mau humor e pensamento negativo
Muitas pessoas com DDA tendem a serem mal-humoradas irritadiças e negativas. Como o córtex pré-frontal está pouco ativo, ele não pode moderar totalmente o sistema límbico, que fica hiperativo, levando a problemas no controle do humor. De outro modo sutil, como já mencionado, muitas pessoas com DDA preocupam-se com ou ficam superconcentradas em pensamentos negativos, como uma forma de auto estimulação. Se não conseguem arrumar confusão com os outros no meio ambiente, buscam isso dentro de si mesma. Elas frequentemente têm uma atitude do tipo "o mundo está acabando", o que as distancia dos outros.
Antes o DDA era considerado um distúrbio de garotos hiperativos que o superariam antes da puberdade. Sabemos agora que a maioria das pessoas que têm DDA não supera os sintomas do distúrbio e que este, frequentemente, ocorre em meninas e mulheres. Calcula-se que o DDA afete 17 milhões de norte-americanos.
LISTA DE CHECAGEM DO CÓRTEX PRÉ-FRONTAL
Aqui está uma lista de checagem do córtex pré-frontal. Por favor, leia essa lista de comportamentos e classifique-se (ou às pessoas que você estiver avaliando) em cada comportamento catalogado. Use a escala e coloque o número apropriado ao lado do item. Cinco ou mais sintomas com a nota três ou quatro indicam grande probabilidade de problemas no córtex pré-frontal.
0 = nunca
1 = raramente
2 = ocasionalmente
3 = frequentemente
4 = muito frequentemente
___1. Incapacidade de prestar atenção a detalhes ou evitar erros por falta de cuidado
___2. Problema em manter a atenção em situações de rotina (dever de casa, tarefas, papelada, etc.).
___3. Dificuldade em ouvir
___4. Incapacidade de terminar coisas, seguimento insuficiente.
___5. Falha na organização de tempo e espaço
___6. Distração
___7. Pouca habilidade de planejamento
___8. Falta de objetivos definidos ou de pensar no futuro
___9. Dificuldade em expressar os sentimentos
___10. Dificuldade em expressar solidariedade pelos outros
___11. Excessivo sonhar acordado
___12. Tédio
___13. Apatia ou falta de motivação
___14. Letargia
___15. Sentimento de vazio de estar "em uma neblina"
___16. Desassossego ou dificuldade de ficar parado
___17. Dificuldade de permanecer sentado em situações em que se espera que a pessoa fique sentada
___18. Busca de conflito
___19. Falar demais ou de menos
___20. Dar rápido a resposta, antes de as perguntas terem sido completadas.
___21. Dificuldade em esperar sua vez
___22. Interrupção dos outros ou intromissão (por exemplo: meter-se em conversas ou jogos)
___23. Impulsividade (dizer ou fazer coisas sem pensar antes)
___24. Dificuldade de aprender pela experiência, tendência para cometer erros repetitivos.
RECEITA CPF 8:
NÃO SEJA O ESTIMULANTE DE OUTRA PESSOA
Como eu já mencionei, muitas pessoas com problemas no córtex pré-frontal tendem a procurar conflito para estimular seu cérebro. É de máxima importância que você não alimente a tormenta, mas, pelo contrário, deixe-a passar fome. Quanto mais alguém com esse padrão inadvertidamente tenta deixá-lo aborrecido ou bravo, mais você precisa ficar quieto, calmo e firme. Eu ensino os pais de filhos com DDA a deixar de gritar. Quanto mais eles gritam e aumentam a intensidade emocional na família, mais as crianças vão procurar confusão. Eu também ensino irmãos e cônjuges a manter a voz baixa e uma conduta calma. Quanto mais a pessoa com DDA tentar tumultuar a situação, menos intensa deve ser a reação do outro.
É fascinante mostrar como essas receitas funcionam. Em geral, as pessoas que buscam conflitos estão acostumadas a conseguir que você se aborreça. Elas conhecem perfeitamente todos os seus pontos emocionais frágeis, e os cutucam com regularidade. Quando você começa a negar-lhes o drama e a adrenalina (reagindo menos e de modo mais calmo em situações de estresse), essas pessoas inicialmente reagem muito negativamente, quase como se estivessem com uma crise de abstinência de droga. Na verdade, quando você fica mais calmo pela primeira vez, elas podem até tentar piorar as coisas, em curto prazo. Mantenha-se firme e elas vão melhorar em longo prazo.
· Não grite.
· Quanto mais a voz dela aumenta, mais sua voz deve diminuir.
· Se você sente a situação começar a sair do controle, dê um tempo. Dizer que você precisa ir ao banheiro pode ser uma boa receita. Provavelmente a pessoa não vai tentar impedi-lo. Pode ser uma boa ideia Ter um livro grosso em mãos, caso a pessoa esteja realmente transtornada e você precise se afastar por um longo período.
· Use de humor (mas não humor sarcástico ou bravo) para apaziguar a situação.
· Seja um bom ouvinte.
· Diga que você quer entender e trabalhar a situação, mas só pode fazer isso quando as coisas estiverem tranquilas.
RECEITA CPF 10:
OBSERVE A NUTRIÇÃO DO CÓRTEX PRÉ-FRONTAL
A intervenção nutritiva pode ser especialmente útil nessa parte do cérebro. Durante anos recomendei uma dieta alta em proteínas e baixa em carboidratos, relativamente de pouca gordura para meus pacientes com DDA. Essa dieta tem um efeito estabilizador nos níveis de açúcar no sangue e ajuda tanto no nível de energia quanto na concentração. Infelizmente, a grande dieta norte-americana é cheia de carboidratos refinados, que tem um efeito negativo nos níveis de dopamina no cérebro e na concentração. Com ambos os pais trabalhando fora de casa, há menos tempo para preparar refeições saudáveis e refeições fast-food tornaram-se mais comuns. O café da manhã de hoje consiste tipicamente de alimentos que têm muitos carboidratos simples, como waffles congelados ou panquecas. Tortas, bolinhos, doces e cereais. A salsicha e os ovos foram deixados de lado em muitas casas, devido à falta de tempo e à ideia de que a gordura faz mal. Ainda que seja importante ser cuidadoso na ingestão de gordura, o café da manhã antigo não é uma ideia tão má para as pessoas que têm DDA ou outros estados onde a dopamina seja insuficiente.
As melhores fontes de proteína que eu recomendo são as carnes magras, ovos, queijos magros, nozes e legumes, que ficam mais equilibradas com uma porção saudável de vegetais. Um café da manhã ideal consiste de uma omelete com queijo magro e carne magra, como a de frango. Um almoço ideal consiste de atum, frango ou salada de peixe fresco, com legumes mistos. Um jantar ideal contém mais carboidratos, para equilibrar a refeição com carne magra e legumes. Eliminar açucares simples (como nos bolos, doces, sorvetes e guloseimas) e carboidratos simples, que são prontamente quebrados em açúcar (como pão, massa, arroz e batatas), terá um impacto positivo no nível de energia e aquisição de conhecimento. Essa dieta ajuda a elevar os níveis de dopamina no cérebro. É importante observar, no entanto, que essa dieta não é ideal para pessoas com problemas no cíngulo ou de concentração excessiva, que geralmente se originam de uma relativa deficiência de serotonina. Os níveis de serotonina aumenta, a dopamina tende a decrescer e vice-versa.
Suplementos nutritivos podem também surtir efeito positivo nos níveis de dopamina do cérebro e melhoram o foco e a energia. Eu frequentemente faço meus pacientes tomar uma combinação de tirosina (500 a 1.500 miligramas duas ou três vezes ao dia); sementes de uva OPC (oligomeric procyanidius) ou casca de pinho, encontradas em lojas de produtos naturais (meio miligrama por quilo do peso do corpo); e gingko biloba (60 a 120 miligramas duas vezes ao dia). Esses suplementos ajudam a aumentar o fluxo de dopamina e o fluxo sanguíneo no cérebro e muitos dos meus pacientes relatam que eles ajudam na energia, na concentração e no controle de impulso. Se quiser tentar esses suplementos, fale com seu médico.
RECEITA CPF 11:
TENTE O FOCO MOZART
Um estudo controlado descobriu que ouvir Mozart ajudava crianças com DDA. Rosalie Rebollo Pratt e colegas estudaram 19 crianças com DDA, entre os sete e dezessete anos. Eles tocavam discos de Mozart para as crianças, três vezes por semana, durante sessões de biofeedback de ondas cerebrais. Eles colocavam o 100 Masterpieces, volume 3, que incluía o Concerto para Piano n.º 21 em dó, O Casamento de Fígaro, o Concerto para Flauta n.º 2 em lá, Don Giovanni e outros concertos e sonatas. O grupo que ouvia Mozart reduzia sua atividade de ondas cerebrais teta (ondas lentas que são frequentemente excessivas no DDA) ao ritmo exato do compasso subjacente da música; e exibia melhora de concentração e controle de humor, diminuindo a impulsividade e aumentando a habilidade social. Entre os sujeitos que melhoraram 70 por cento mantiveram essa melhora seis meses depois do fim do estudo e sem treinamento posterior. (Estas descobertas foram publicadas no International Journal of Arts Medicine, 1995.).

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