sábado, 28 de janeiro de 2017

TEA - Comunicação, interação social e comportamento



TEA - Comunicação, interação social e comportamento


Nadja Fernandes

Segundo Bez, o Transtorno do Aspecto Autista é um distúrbio do desenvolvimento neurológico que se apresenta na infância, mas que não é de fácil diagnostico devido ao grau de observação não suficiente nos primeiros anos. Esse distúrbio afeta principalmente a área da comunicação, socialização, interesses fixados e comportamentos repetitivos.
Para ser considerada uma pessoa com Transtorno do Aspecto Autista deverá expor alguns critérios, tais como: déficit na reciprocidade socioe0mocional, em comportamentos comunicativos não verbais, que vão desde a falta de integração na comunicação verbal e não verbal, bem como no desenvolvimento e na manutenção de relacionamentos adequados ao seu nível estrutural, passando a dificuldades de ajustes do comportamento, a jogos imaginativos e fazer amigos.
Observar padrões repetitivos de comportamentos, interesses ou atividades, aderência excessiva a rotina, como também resistência excessiva à mudanças. Uma pessoa muito restrita que tem fixado interesses anormais. Hiper ou hiporreatividade a estímulos sensoriais.
Os déficits na comunicação e no desenvolvimento da linguagem estão presentes na vida do autista e caracterizam a síndrome, mas há gravidade varia de acordo com o grau de comportamento do sujeito.
Geralmente a pessoa com autismo não é bem compreendida devido à forma como o mesmo se comunica. Faz-se assim necessária uma observação mais atenta.
Alguns autores discordam quanto a crença de que as crianças com autismo não são capazes de se comunicar, para eles essas crianças desenvolvem padrões de comunicação, mesmo ocorrendo de forma alternativa, algumas crianças chegam a desenvolver seus próprios padrões.
Embora consigam desenvolver a linguagem, utilizando palavras e estruturas gramaticais suas falas apresentam um déficit quanto ao entendimento de intenções e crenças.
Ao ingressar na escola é comum essas crianças apresentarem um comportamento inflexível, pois são muitos os estímulos no ambiente que causam desconforto a elas, são reações esperadas tendo em vista a alteração da sua rotina, sendo para ela uma experiência desconhecida. Essa adaptação será um processo que levará tempo e a escola necessitará se reestruturar para possibilitar a inclusão desse aluno.
Quando mais cedo à criança for inserida no ambiente escolar, mais fácil será para ela se familiarizar com a vivência escolar.   



BEZ, M. R. Transtorno do Espectro Autista. In: BEZ, M. R. Sistema de comunicação alternativa para processos de inclusão em autismo: uma proposta integrada de desenvolvimento em contextos para aplicações móveis e web. [Tese de Doutorado em Informática na Educação]. UFRGS - Programa de Pós-Graduação em Informática na Educação. Porto Alegre, 2014.

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