TEA - Comunicação, interação social e comportamento
Nadja
Fernandes
Segundo
Bez, o Transtorno do Aspecto Autista é um distúrbio do desenvolvimento
neurológico que se apresenta na infância, mas que não é de fácil diagnostico
devido ao grau de observação não suficiente nos primeiros anos. Esse distúrbio
afeta principalmente a área da comunicação, socialização, interesses fixados e
comportamentos repetitivos.
Para
ser considerada uma pessoa com Transtorno do Aspecto Autista deverá expor
alguns critérios, tais como: déficit na reciprocidade socioe0mocional, em comportamentos
comunicativos não verbais, que vão desde a falta de integração na comunicação
verbal e não verbal, bem como no desenvolvimento e na manutenção de
relacionamentos adequados ao seu nível estrutural, passando a dificuldades de
ajustes do comportamento, a jogos imaginativos e fazer amigos.
Observar
padrões repetitivos de comportamentos, interesses ou atividades, aderência
excessiva a rotina, como também resistência excessiva à mudanças. Uma pessoa
muito restrita que tem fixado interesses anormais. Hiper ou hiporreatividade a
estímulos sensoriais.
Os
déficits na comunicação e no desenvolvimento da linguagem estão presentes na
vida do autista e caracterizam a síndrome, mas há gravidade varia de acordo com
o grau de comportamento do sujeito.
Geralmente
a pessoa com autismo não é bem compreendida devido à forma como o mesmo se
comunica. Faz-se assim necessária uma observação mais atenta.
Alguns
autores discordam quanto a crença de que as crianças com autismo não são
capazes de se comunicar, para eles essas crianças desenvolvem padrões de
comunicação, mesmo ocorrendo de forma alternativa, algumas crianças chegam a
desenvolver seus próprios padrões.
Embora
consigam desenvolver a linguagem, utilizando palavras e estruturas gramaticais
suas falas apresentam um déficit quanto ao entendimento de intenções e crenças.
Ao
ingressar na escola é comum essas crianças apresentarem um comportamento
inflexível, pois são muitos os estímulos no ambiente que causam desconforto a
elas, são reações esperadas tendo em vista a alteração da sua rotina, sendo
para ela uma experiência desconhecida. Essa adaptação será um processo que
levará tempo e a escola necessitará se reestruturar para possibilitar a
inclusão desse aluno.
Quando
mais cedo à criança for inserida no ambiente escolar, mais fácil será para ela
se familiarizar com a vivência escolar.
BEZ, M. R. Transtorno do Espectro Autista. In: BEZ,
M. R. Sistema de comunicação alternativa
para processos de inclusão em autismo: uma proposta integrada de
desenvolvimento em contextos para aplicações móveis e web. [Tese de
Doutorado em Informática na Educação]. UFRGS - Programa de Pós-Graduação em
Informática na Educação. Porto Alegre, 2014.
Nenhum comentário:
Postar um comentário